(Jonas 3:9).
Pr. Olavo Feijó
Durante um dos encontros na célula de nossa líder Ana, pensamos na possibilidade de criar um blog para registrar e compartilhar as ações da célula,os estudos,os eventos,algumas receitas,músicas que exaltam ao nosso Deus e Pai e principalmente, falar sobre o grande amor de Jesus Cristo por cada vida. No intuito de fazer discipulos para o Senhor.
Quem eu penso que sou?
Geralmente os grande parques de diversões (como o PlayCenter em São Paulo) têm uma Casa dos Espelhos. Se você nunca foi a uma, com certeza já viu em desenhos animados, não é mesmo?O que acontece quando estamos na frente desses espelhos? Ficamos altos, baixos, gordos, magros, musculosos, raquíticos, etc. Eles foram projetados para mudarem nossa fisionomia, nos fazendo ver aquilo que não somos realmente.
Às vezes fazemos isso conosco também. Projetamos espelhos que nos enganam. Achamos que somos o que não somos. Na maioria das vezes nos achamos piores do que realmente somos. Mas será que estamos certos? O espelho que construímos é bom mesmo? Ou nos mostra o que não somos?
Como você se vê?
1. O que é auto-imagem?
A Palavra de Deus diz: "…digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém…" A primeira implicação do texto é que todos pensam alguma coisa a respeito de si mesmo. Auto-imagem é isso. É o conceito que fazemos de nós mesmos. Achar alguém que nunca tenha pensado nada a respeito de si mesmo vai ser tão difícil quanto achar alguém que não tenha reflexo diante do espelho.
"Já entendi. Mas por que preciso estudar isso? Você não tem nada a ver com minha vida!" Leia novamente o versículo acima. Você é capaz de dizer qual é o assunto que Paulo está tratando? Ele está escrevendo sobre os dons espirituais e sobre como sendo membros diferentes ainda assim pertencemos a um só corpo. Falar, portanto, sobre auto-imagem é muito mais do que falar sobre um indivíduo apenas. É falar sobre toda a Igreja de Cristo. Você não acha isso importante?
2. Eu: nem mais nem menos
Nós agimos de acordo com o que pensamos que somos. Sobre isso, Salomão escreveu: "…como imagina em sua alma, assim ele é…" (Pv 23.7). Como já vimos também: "digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação" (Rm 12.3) e: "…não sejais sábios aos vossos próprios olhos." (Rm 12.16).
Alguns se acham melhores do que os outros ou pelo menos agem como se o fossem. Por vezes a presença de uma pessoa assim chega até a incomodar de tanto que faz propaganda de si mesma e, na maioria das vezes, não constrói nada de bom, apenas destrói. Você conhece alguém assim?
Na verdade este "complexo de superioridade" é apenas um disfarce. Essa máscara de "eu sou melhor" apenas esconde insegurança e um profundo desejo de ser aceito pelos amigos. Assim já dizia um antigo provérbio: "Quem fala, não sabe. Quem sabe, não fala."
Por outro lado existem aqueles que se inferiorizam. Na igreja esse sentimento de inferioridade é muitas vezes camuflado. Essas pessoas que se sentem inferiores põem uma plaquinha na testa escrita: "Sou humilde". Humildade, entretanto, não tem nada a ver com inferioridade e nem com covardia. Uma vez ouvi um pastor falando: "O ser humano já nasce vitorioso." Sempre penso muito nisso, principalmente quando me recordo da explicação dessa frase: "A concepção é o resultado de uma corrida. Milhões de espermatozóides disputam para ver quem vai fecundar o óvulo primeiro. Vence o mais forte e mais rápido." O pastor concluiu dizendo que somos o melhor que nossos pais poderiam produzir. Por isso, nascemos já vencedores.
Nem um extremo, nem outro; nem mais nem menos; mas como diz o texto, com moderação.
3. Uma auto-imagem equilibrada
O jeito é nos aceitarmos como somos. Nada de nos acharmos sábios demais, porém, sem nos desvalorizamos. É necessário termos uma auto-imagem equilibrada.
Não temos apenas defeitos ou qualidades. Alguém que tem uma auto-imagem equilibrada conhece suas potencialidades e seus limites. Desenvolve suas qualidades e aprende a conviver com seus defeitos, tentando minimizá-los pelo poder do Espírito Santo. Você é assim? Vamos fazer um teste. Tente escrever em um papel cinco qualidades e cinco defeitos que você acha que lhe são peculiares. Se quiser averiguar se suas respostas fazem jus a realidade, peça para outras pessoas em quem você confia fazerem o mesmo sobre você. Compare suas respostas com as delas.
4. Melhorando minha auto-imagem
Para melhorarmos nossa auto-imagem, eis algumas dicas:
4.1. Procure Conhecer mais a Deus
Uma das coisas mais valiosas para os índios no começo da colonização na América era o espelho. A única forma de o índio poder conhecer sua fisionomia era através do reflexo das águas dos rios, em águas calmas. Desse jeito não era possível saber perfeitamente como eram, mas somente ter uma idéia distorcida. Por isso, quando os portugueses chegaram ao Brasil, os índios trocavam qualquer coisa para ter um espelho em mãos.
De certa forma somos como os índios. Não somos capazes de conhecermos a nós mesmos o suficiente sem ajuda (1Co 13.12). Essa ajuda deve ser do especialista no assunto. Deus é o nosso criador e por isso pode nos ajudar; ele conhece cada detalhe sobre nós (Jo 2.25).
4.2. Ame a si mesmo
Jesus resumiu a lei de Deus na palavra Amor.
Amor a Deus
Amor ao próximo
Amor próprio
"Amar o próximo como a si mesmo". Esse é um dos mandamentos mais repetidos e enfatizados na Bíblia (Lv 19.18; Mt 19.19; Mc 12.31; Lc 10.27; Rm 13.9).
Veja algumas atitudes que podemos ter para desenvolvermos o amor próprio:
a. Não pensar muito tempo em coisas ruins que fizemos.
b. Evitar autocríticas destrutivas, como por exemplo: Eu sou um idiota! Eu não faço nada direito! Etc...
c. Ter relacionamentos mais profundos. Ouvir e falar mais.
d. Não se comparar a ninguém porque somos iguais diante de Deus. Ninguém pode alegar que Deus o ama por ser mais bonito ou mais inteligente que outros. Não existe mérito de nossa parte.
e. Meditar mais na Palavra de Deus, pois ela fala do amor do Pai e como ele demonstra este amor a seus filhos.
Felizmente, o ser humano é um péssimo "projetista de espelhos". Por causa do pecado não há como nos vermos perfeitamente. 1Co 13.12 diz: "Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido." Somente Deus nos conhece perfeitamente e, portanto, somente Ele pode nos informar como somos... sem espelhos... nossa imagem real.
Então podemos chegar a uma máxima: Quanto mais conhecermos de Deus, mais nos conheceremos!
Por Fernando de Almeida
Esse texto do nosso irmão em Cristo, Átila, nos chamou a atenção, pois de forma objetiva e singular somos chamadas(os) à refletirmos sobre nossa forma de enxergarmos o essencial.
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Em um átimo, surgirão considerações sobre o trabalho, salário pequeno, saúde frágil, divergências familiares, contas a pagar, cansaço, tédio, e por aí afora.
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomais sobre vós o meu jugo, e aprendeu de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para vossas almas.Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".
(Mateus 11:28-30).
Este texto nos revela várias coisas importantes:
III - O conceito de "jugo" indica a capacidade de "dividir" uma carga com outro, no caso com Jesus, cujo poder extraordinário torna tal parceria totalmente favorável a nós.
A – "Tende cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e que nenhuma raiz de amargura (tristeza profunda), brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem" (A tristeza é um "vírus" contagioso). (Hebreus 12:15).
B – Regozijai-vos (tenham grande alegria) sempre (I Tessalonissenses 5:16).
Texto de autoria de Pastor Elcio Lourenço. Pastor desde 1968."Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade"
(Salmos 103.8)
O Senhor Deus não somente tem misericórdia e piedade, mas também as pratica, pois todo Seu ser é cheio desses atributos. Além disso, o Criador é longânimo, o que significa que Sua paciência é algo que está sempre disponível para nós, da mesma forma que Sua benignidade. Essas marcas do Senhor fazem-nos sentir seguros, pois, se precisarmos dEle quanto a isso, Ele irá atender-nos.
É bom saber que nosso Deus é misericordioso e piedoso; Sua essência é composta dessas características. Com isso, por mais que usufruamos dessas qualidades, eles não se esgotarão. Assim como o Pai é eterno, Sua essência também o é. Temos de atentar para o fato de que o inimigo tentará vender-nos a ideia de que a misericórdia do Senhor acabou para alguns, bem como Sua piedade, no entanto, o Todo-Poderoso e tudo o que Ele é são inesgotáveis. Ele sempre estará pronto para atender os que dEle precisarem.
Ainda que sejamos infiéis, o Pai amado permanecerá fiel (2 Timóteo 2.13). A constituição de Deus não permite que, em qualquer caso, Ele aja de forma contrária ao que é. Se, em alguma situação, o Altíssimo deixar de ser misericordioso, estará negando a Si mesmo, e isso jamais acontecerá. Saber disso faz-nos um bem muito grande, pois, se necessitarmos de Sua bondade suprema, estamos certos de que seremos atendidos.
Quando nos afastamos do Pai celeste, Ele, por ser longânimo, nunca deixa de esperar pelo nosso retorno. Na parábola do filho pródigo, por exemplo, lemos acerca de um pai que estava sempre com os olhos no horizonte à espera do regresso do filho (Lucas 15). Esse, ao retornar, alegrou o coração do pai e recebeu dele um tratamento que não merecia. O pai fez isso também por ser benigno; sua esperança e paciência pela volta do filho, que havia sido tolo, não tinham cessado.
Quanto à benignidade divina, não somos capazes de medi-la. Tudo o que podemos dizer é que ela é grande. Na parábola citada, mesmo o filho mais novo tendo levado a metade dos bens do pai e gastado tudo em orgias, foi aceito com festa e sem recriminações. Seu retorno era mais importante do que o prejuízo que causara.
Ao conhecer essas duas marcas evidentes do Senhor – misericórdia e piedade –, sentimo-nos mais seguros, pois, se alguma vez delas carecermos, temos certeza de que seremos atendidos. A parábola do filho pródigo, contada pelo Senhor Jesus, é a nossa certeza.
Em Cristo, com amor,
R. R. Soares
Contribuição textual: Irmã Rosangela Lemos
"Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças."
(Filipenses 4.6)